sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tenho vida sem viver!

 Em dias de hoje eu não estou mas vivendo, alias o que é viver? Eu ainda não cheguei a uma resposta concreta o que é viver, hoje eu não sei explicar o que é viver!
Eu não estou vivendo, estou desaparecendo, sem perceber estou morrendo, aos poucos,
eu estou sumindo, não quero deixar rastros, não quero que sofram, sem ninguém percebe eu não estou aqui, não estou ali, afinal... eu não sei onde eu estou, são tantas perguntas e eu não sei responder, estou num corpo respirando andando comendo dormindo, mas não estou vivendo, sem saber o que fazer, a tristeza me consome, alegria diz adeus, cadê vocês? Cadê  vocês... eu não encontrei ninguém, por que será, quem eu procuro não está aqui, estou sozinha, estou perdendo as forças, estou perdendo a linha, não estou me reconhecendo, estou ficando sem ar, não estou conseguindo respirar, não estou conseguindo mas ver nada, está tudo sumindo, estou sem visão, não consigo me movimentar, onde estão os meus movimentos, á frustração me consumiu!
Estou sentada numa cadeira num lugar vazio e um caderno em branco e um lápis e uma borracha, eu as deixei de lado e sai correndo, eu corri, eu corri, mas me cansei e parei, eu estou estacionada sem ter como me mover, eu estou aqui na mesma cadeira, não sei como vim para aqui de novo, eu corri, eu fugir eu tentei sair daquele lugar vazio sem ninguém e novamente o caderno e o lápis e borracha estavam aqui, eu tirei todas as folhas amassei quebrei o lápis sujei a borracha, e sentei na cadeira e comecei a chora, mas não consegui sentir minhas lagrimas, estou desaparecendo... fechei meus olhos e abri, e novamente o caderno o lápis e a borracha estavam me esperando, mas eu não quero escrever nada, eu não tenho nada para escrever, não quero escrever coisas tristes, estou me fechando para tudo, fechei o caderno, e abri novamente!
Eu olhei o caderno e percebi que eu estava escrevendo tudo isso que eu escrevi, como pode? Eu não me lembro de estar escrevendo isso tudo  no caderno, não quero termina essa historia, eu não sei aonde ela terminou, antes disso eu parei de escrever, e sentei novamente na cadeira!
(Viviane Cerdeira)

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